Remo 1 x 2 Santos | Melhores momentos | 28ª rodada | Brasileirão 2026

Na estreia de Thiago Carpini, o Remo ampliou a sequência negativa que tem na Série A. Neste sábado, dia 19, em duelo da 28ª rodada, a equipe foi superada pelo Santos, por 2 a 1, chegando a oito jogos sem vitória na competição. Apesar do resultado adverso, o técnico enxergou pontos positivos neste início de trabalho.

– Foi muito importante o jogo de hoje para conhecer de perto os atletas no jogo, nos 90 minutos. Claro que o dia a dia também é importante para entender melhor as características. Uma coisa é você assistir de casa e acompanhar, outra coisa é o treino e outra coisa é o jogo, então, foi muito válido. Algumas conclusões já ficaram bem claras para mim, de situações que a gente precisa evoluir e, na minha opinião, são em todos aspectos, o mental, o físico. Mas eu fiquei contente com bastante coisa que eu vi no jogo de hoje, nós tivemos um treino só na quinta-feira, ontem foi véspera, não fizemos muita coisa e eles conseguiram assimilar bastante coisa. Enfrentamos uma grande equipe e tivemos uma posse interessante, pouca finalização. Temos que ajustar essa posse com mais efetividade, agora entendendo melhor as peças, o que nós temos em mãos.
Aos 47 min do 2º tempo - cartão vermelho de Gabriel Poveda do Remo contra o Santos
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Para montar o time, Carpini teve dores de cabeça, já que não pode contar com cinco jogadores: os zagueiros Matheus Felipe e Zé Ivaldo, o lateral-esquerdo Mayk, o volante Patrick e o atacante Jajá, artilheiro do time. Naturalmente, o comandante lamentou as ausências, ainda mais após o placar desfavorável, mas destacou que o time segue de cabeça erguida na luta contra a queda.
– Tivemos poucas opções também para poder mexer por ausências no departamento médico. Tudo isso é claro que são dificultadores, mas isso não estou aqui para me justificar dando desculpas. O sentimento do vestiário, dos atletas é que eles lutaram muito, fizeram o seu melhor e vai ser assim a cada jogo. Vamos continuar trabalhando para melhorar em todos esses aspectos, chegar vivo contra o Grêmio, depois chegar vivo na próxima rodada e assim tentar chegar vivo até a última rodada, onde tudo se define. Nós não jogamos a toalha, ainda é possível, eu sigo acreditando, muito pelo contrário, esses atletas que estão aqui há muito tempo já sofrendo com essa situação também, ninguém jogou a toalha. Estamos muito convictos que precisamos evoluir e nós vamos melhorar.
Thiago Carpini estreou pelo Remo contra o Santos — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo
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Depois de entrar com uma formatação diferente, utilizando Vitor Bueno de “falso 9” e Taliari mais aberto pela esquerda, o técnico sacou o meio campista e mudou o posicionamento do atacante. Ele explicou o motivo dessas e outras trocas realizadas durante o duelo contra o Santos.
– As modificações todas foram por necessidade, todos eles pediram modificações. O que vocês viram, eu também vi. O Picco estava muito bem no jogo, uma pena que ele não sustentou e pediu para sair, o Zé [Ricardo] pediu para sair, o Vitor [Bueno] pediu para sair, o Galeano pediu para sair. Eu preciso mexer, estou conhecendo o elenco, então eu preciso oportunizar a todos. Hoje eu não tinha o Patrick, tinha o Jaderson, hoje eu não tinha o Jajá, tinha o Tico. É o elenco, é o que eu tenho, e eu vou utilizar todos e vou tentar tirar o melhor desses atletas e dar oportunidade a todos, a seleção é natural, cada um agora vai ocupando o seu espaço.
Um dos nomes acionados no segundo tempo, o atacante Gabriel Poveda, durou pouco mais de 10 minutos em campo, pois entrou aos 35 do segundo tempo, mas foi expulso aos 47, após receber um cartão em uma falta e o segundo em um desentendimento com Luan Peres, do Santos.
Apesar da expulsão, que deixou o time com um a menos nos minutos finais, o técnico azulino isentou o jogador de qualquer culpa.
– Eu não acredito isso em um desequilíbrio emocional, porque na minha opinião não foi um lance para expulsão. Ele tinha razão na reclamação quando o Wilton expulsou ele, mas se ele fosse adotar esse critério, ele tinha que ter expulsado o Rony quando saiu, porque eu estava na beirada do campo e eu sei o que foi falado, e tinha tido que ter expulsado. Ou ter chamado, e tido o mesmo critério com o Rodinei, que falou absurdo para o quarto árbitro e para o árbitro, mas infelizmente não aconteceu o mesmo peso e a mesma medida. Eu não quero entrar nesse mérito, porque a arbitragem foi muito boa, não tenho nada para falar da arbitragem. Em relação ao Poveda, falando da questão emocional, ele não teve culpa da expulsão, a expulsão não foi justa, mas se tivesse adotado esse critério, tinha que ter expulsado do Santos também.
Depois do primeiro contato em jogo oficial com time e torcida do Remo, Thiago Carpini terá mais de duas semanas (18 dias, contando a partir deste domingo, 20) até o próximo compromisso, que será novamente em casa, contra o Grêmio. Durante essa pausa forçada, o novo comandante pretende implementar mais ideias de jogo, dando sequência ao trabalho do antecessor, Léo Condé.
– Nós temos até mais de 17 dias se eu não me engano. Vamos ter um período bacana, são ajustes que vamos fazer, como eu falo, trocar o pneu com o carro andando, questão mental, física, técnica. Claro que a gente vem de um bom trabalho do Léo Condé, um treinador competente, mas às vezes são ideias diferentes e elas precisam de um pouquinho de tempo para assimilação. Hoje, em números físicos, a equipe rodou muito mais do que vem rodando, acelerou, competiu, duelou mais, acho que isso é uma característica do meu trabalho, e com o trabalho e o comportamento isso tende a melhorar, em relação à formação.
Remo x Santos — Foto: Fernando Torres/AGIF

