O Aeroporto de Goiânia, administrado pela Asur Brasil, participa de uma operação que exige agilidade, cuidado e integração: o transporte de órgãos e tecidos destinados a transplantes. Entre janeiro e agosto de 2026, 123 órgãos e tecidos foram transportados por via aérea, segundo dados da Gerência de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.Do total, foram 54 rins, 14 fígados, 07 corações, 41 baços e linfonodos e 07 córneas. Em 2025, foram contabilizados 144 órgãos e tecidos transportados. A logística envolve diferentes tipos de materiais, cada um com características específicas e que demandam organização para que cheguem ao destino dentro das condições necessárias.A operação exige que diferentes etapas sejam coordenadas para que o órgão ou tecido percorra o caminho entre a captação e a unidade de saúde onde será realizado o transplante. Um dos fatores que determinam essa logística é o tempo de isquemia, período entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor. De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo máximo normalmente é de quatro horas para o coração, 12 horas para o fígado e 36 horas para o rim.Nesse contexto, o transporte aéreo tem papel importante, especialmente nos deslocamentos entre diferentes cidades, contribuindo para reduzir o tempo de transporte e manter a operação dentro dos prazos necessários para cada órgão.A logística pode ocorrer tanto em voos comerciais quanto em aeronaves mobilizadas especificamente para a operação, como as da Força Aérea Brasileira (FAB), Corpo de Bombeiros e Serviço Aéreo do Estado de Goiás (SAEG). Nesses casos, aeronaves que transportam órgãos e tecidos contam com prioridade para pousos e decolagens, contribuindo para dar mais agilidade à operação.Para o Aeroporto de Goiânia, cada operação começa com o recebimento das informações necessárias para organizar a chegada ou a saída do material. Com as informações, as equipes envolvidas atuam de forma coordenada para que os procedimentos necessários sejam realizados.“Sabemos que esse é um transporte que exige uma atenção especial, porque existe uma finalidade muito importante por trás de cada operação. Nossa equipe trabalha para oferecer o suporte necessário e facilitar o deslocamento dos órgãos e tecidos, sempre seguindo os procedimentos de segurança”, destaca Wander Melo Jr., gerente do Aeroporto de Goiânia.A Gerência de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás coordena a logística relacionada aos transplantes no Estado e articula as diferentes etapas necessárias para o deslocamento dos órgãos e tecidos. A definição do meio de transporte considera as características de cada operação, a origem, o destino e o tempo necessário para que equipe e/ou material chegue à unidade de saúde.“O transporte é uma etapa fundamental dentro de toda a logística do transplante. Precisamos trabalhar com agilidade e organização para que o órgão ou tecido chegue ao destino dentro das condições necessárias. A parceria com o aeroporto contribui para que esse processo aconteça de forma coordenada e segura”, explica Katiúscia Christiane, gerente de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.A participação do Aeroporto de Goiânia nessa logística reforça o papel da infraestrutura aeroportuária em operações que vão além do transporte convencional. Em cada deslocamento, existe uma cadeia de profissionais envolvidos. Para quem aguarda por um transplante, a chegada de um órgão ou tecido representa uma possibilidade de continuidade do tratamento. Nesse processo, a agilidade de cada etapa, incluindo o transporte, é fundamental para que a doação possa chegar ao receptor.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp








